Uma aula de fotografia com o professor Gerson Turelly Bruno Alencastro - repórter colaborador da CâMerA ViAjANTe Gerson Luís Turelly é bacharel em Administração de Empresas, fotógrafo profissional e professor de fotografia. Atuando, principalmente, com fotografia de eventos, Turelly teve seu trabalho reconhecido em diversos concursos de fotografia. Entre eles, foi o vencedor dos concursos “Morros de Porto Alegre” e “Praças de Porto Alegre”, ambos promovidos pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) da capital. Mais do que isso: nas cinco edições que participou, o fotógrafo figurou sempre entre os primeiros colocados.
Atualmente, atua na área de fotografia de eventos sociais e empresariais, bem como na área de retratos (books). Turelly trabalha, ainda, com fotografia publicitária e desenvolve projetos fotográficos autorais de cunho artístico e documental. Na Agência & Escola e de Fotografia Câmera Viajante, ministra aulas nos cursos básicos de Fotografia Digital e Fotografia de Eventos, além de exercer o cargo de diretor administrativo. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o início com a fotografia e um pouco do seu processo de trabalho. Confira!
Bruno Alencastro: Fale um pouco sobre o seu início com a fotografia. Gerson Turelly: Minha formação é em Administração de Empresas pela UFRGS e, durante muitos anos, minha única atividade profissional estava ligada aos serviços administrativos. Não sei dizer ao certo o motivo, mas desde criança sentia atração pela fotografia. Era uma coisa como me apossar imageticamente de algo que eu queria ter.
Bruno Alencastro: Paralelo ao seu trabalho, você participa de alguns concursos de fotografia. Como você pensa suas imagens para esses concursos? Você já tem fotografias prontas ou espera o tema para produzir as imagens? Gerson Turelly: Ocorrem as duas coisas, mas dou preferência para a busca de novas imagens, de acordo com o tema do concurso. Em 2008, não consegui destinar tempo para pesquisar, nem para fotografar para o concurso. Das cinco fotos que enviei, duas eram de arquivo, sendo que uma delas foi classificada em quinto lugar. Houve uma manhã, na semana anterior ao prazo final de inscrição das fotos para o concurso, em que destinei menos de uma hora para fotografar para o concurso, no entorno da Praça da Alfândega. Durante este curto período, consegui capturar a imagem que conquistou o segundo lugar no concurso.
Bruno Alencastro: Para se sair bem nos concursos de fotografia, vale muito mais uma imagem em sintonia com o tema proposto do que uma grande fotografia artística, com uma estética que impressiona? Gerson Turelly: Bem, eu não participo de todos os cursos que são promovidos pelo Brasil a fora, mas, especificamente no caso da SMAM, é isso o que percebo. Na cerimônia de premiação, os fotógrafos assistem a uma exibição das fotos concorrentes, que é apresentada enquanto se espera pelo anúncio dos vencedores. Nestes momentos, percebo que há algumas fotos que têm uma luz maravilhosa, outras têm um trabalho de cor esplêndido e assim por diante. Contudo, as imagens vencedoras, em geral, são simples. Os elementos destas imagens estão em harmonia entre si e há uma notória sintonia entre eles e a cidade de Porto Alegre.
Bruno Alencastro: A preparação para participar de determinados concursos de fotografia exige, em muitos casos, uma verdadeira pesquisa acerca do assunto a ser captado. Em uma dessas oportunidades, você teve que recorrer inclusive ao Atlas, é isso? Gerson Turelly: No caso do concurso “Morros de Porto Alegre”, recorri ao Atlas para, inicialmente conhecer os nomes e as localizações exatas dos morros de Porto Alegre. Eu lembrava apenas de alguns lugares, os quais eu não tinha certeza se ficavam mesmo dentro de Porto Alegre. Recorrendo ao Atlas da capital, descobri que havia locais que eu não sabia que eram considerados morros. Conheço bem Porto Alegre, visito recantos que a maioria dos porto-alegrenses não vai ou nem sabe que existem. Para mim, ver o mapa dos morros da cidade é como ver a cidade de cima. Isto facilitou a escolha dos locais e horários de luz para fazer as fotos, assim como a distância total a ser percorrida.
Bruno Alencastro: Ao longo desses anos de história da Câmera Viajante, muitos foram os alunos formados pela Escola que também se saíram bem em vários concursos de fotografia. Nesse ano de 2008, entre os vencedores do concurso da SMAM, quais deles passaram pela Câmera Viajante?
Bruno Alencastro: Qual a dica que você dá para as pessoas que ainda estão iniciando nesse universo de concursos, muitas delas até como forma de dar visibilidade para seus trabalhos? Onde procurar informações? Gerson Turelly: Eu faço pesquisa sobre a realização de concursos na internet, assim como em sites especializados em fotografia. Há concursos anuais, como o da SMAM, Porto Seguro, Itaú, SESC, Sioma Breitmann, entre outros. Cada qual com seu foco específico. Eles ocorrem ao longo do ano. Praticamente em todos os meses do ano existem concursos fotográficos recebendo inscrições. Especificamente o da SMAM, o prazo limite para o envio das imagens normalmente é em maio.
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